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História


Situada num vale do concelho de Penedono, no distrito de Viseu, Castaínço tem uma história ligada à agricultura, à vida paroquial e às tradições da Beira. A ocupação humana do seu território, porém, é muito anterior aos primeiros registos escritos da povoação.

O Dólmen do Sangrino constitui um dos testemunhos mais antigos dessa presença. Este monumento funerário, formado por uma câmara poligonal e um corredor, revelou diferentes fases de utilização. Segundo a informação divulgada pelo Município de Penedono, as datações por radiocarbono situam a sua utilização inicial entre 3063 e 2939 a.C. Entre os materiais encontrados contam-se instrumentos de pedra, objetos de adorno e fragmentos cerâmicos, que ajudam a conhecer as comunidades pré-históricas deste território.

Em 1527, no levantamento da população do reino realizado por ordem de D. João III, Castaínço surge com 85 moradores ou fogos. Esta designação correspondia a unidades domésticas, pelo que não deve ser confundida com o número total de habitantes. No conjunto das localidades então enumeradas no termo de Penedono, Castaínço apresentava um número de fogos superior ao da própria vila, que registava 73.

A organização religiosa marcou igualmente a história local. A paróquia tem São Sebastião como orago e, nos princípios do século XVII, esteve anexada à de Granja, sendo identificada pela designação de «Granja e Castaínço». Esta ligação encontra-se registada na documentação de referência dos arquivos nacionais.

Ao longo dos séculos, o trabalho da terra sustentou a comunidade. Entre as produções tradicionalmente associadas à freguesia encontram-se o centeio, o trigo, o milho, o feijão e a castanha. O linho ocupou também um lugar relevante na economia doméstica e nos saberes locais: a sua preparação, fiação e tecelagem, juntamente com o trabalho da lã, faziam parte de um património transmitido entre gerações.

A memória da freguesia conserva-se ainda nas manifestações religiosas e na gastronomia. As alvíssaras, cantadas na véspera da Páscoa, e a romaria a Santa Eufémia, na segunda-feira de Páscoa, integram as tradições descritas pelo município. A estas celebrações associam-se a bola doce e as cavacas de Castaínço, expressões de uma cultura local em que a vida comunitária, a devoção e os sabores tradicionais se encontram.

Publicado por: Junta de Freguesia de Castaínço

Última atualização: 25-10-2026

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